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Fraude Financeira o Golpe do Momento

Milhares de pessoas estão sendo vítimas de golpes aplicados por empresas de fachada. Tais empresas atuam com o respaldo e a conivência dos próprios bancos, agindo como verdadeiros fantoches ou, no mínimo, sem qualquer fiscalização ou cautela por parte das instituições bancárias que sempre saem lucrando com a atuação dessas empresas.

Os golpistas normalmente se apresentam como representantes dos bancos e mantêm com estes, estreito relacionamento, realizando empréstimos para terceiros sem qualquer dificuldade. Tal fato, facilita a aplicação do golpe, já que as vítimas acreditam que toda a negociação está sendo acompanhada e fiscalizada pelos bancos.

COMO FUNCIONA O GOLPE

Inicialmente o golpista convence a vítima a realizar um empréstimo junto a uma determinada instituição bancária e a transferir 90% (noventa por cento) do valor recebido para uma conta indicada pelo golpista, ficando a vítima com 10% do montante.

A vítima imagina que está tendo um lucro de 10% (dez por cento) realizando um negócio dentro da legalidade, pois, acredita que tudo é realizado sob a fiscalização e com a anuência do banco.

Em outros casos, a vítima de golpe já possui um empréstimo bancário, mas é ludibriada pela empresa golpista, que apresenta uma falsa promessa de portabilidade, gerando um novo empréstimo, sem a quitação do empréstimo anterior.

A empresa de fachada (golpista), celebra um contrato com a vítima se comprometendo a efetuar o pagamento das parcelas do empréstimo e até mesmo, a pagar antecipadamente o valor do empréstimo após um determinado período. O que jamais ocorre.

A empresa de fachada paga algumas prestações inicialmente depositando o valor correspondente na conta da vítima, porém, após poucos meses, suspende os depósitos passando a dar desculpas e a dizer que irá regularizar a situação. O que também, jamais ocorre.

Geralmente os golpistas pagam as parcelas até que a vítima tenha celebrado vários contratos de empréstimo e indicado outras pessoas para participarem do esquema.

No fim das contas os golpistas e os bancos ficam com o lucro, e as vítimas, com a responsabilidade pelo pagamento das parcelas dos empréstimos realizados de forma fraudulenta, porém, com aparência de legalidade.

Com o advento da internet, a crença na impunidade por parte dos golpistas, a falta de informação da população em geral, as facilidades criadas pelos bancos para fomentar o lucrativo mercado dos empréstimos, e a descrença na Justiça por parte das vítimas, as   fraudes financeiras têm crescido assustadoramente em todo País.

A maioria das vítimas são servidores públicos, civis e militares, de todas as esferas, bem como, aposentados e pensionistas.

É comum que as vítimas acabem caindo mais de uma vez no mesmo golpe, ou seja, celebrando vários contratos de empréstimos, repassando os valores para os golpistas, além de indicarem outras pessoas para participarem, acreditando que estão tendo um lucro de 10% em um negócio lícito.

COMO RECUPERAR O PREJUÍZO

Quando as vítimas percebem que caíram em um golpe, as mesmas já se encontram literalmente arruinadas, emocionalmente e financeiramente, e sem condições financeiras para constituírem um advogado. Além disso, há ainda a descrença no Poder Judiciário por grande parte da população. Porém, o único caminho para se tentar recuperar ou minimizar o prejuízo, é através de uma Ação Judicial.

É importante vincular na Ação Judicial, não apenas a empresa de fachada e seus sócios golpistas, mas também, o banco, que facilitou o empréstimo e não teve a devida cautela com relação à conduta dos seus representantes e interlocutores. E não há como negar que tais empresas atuam em prol dos interesses dos bancos, com total respaldo destes, fomentando o lucrativo mercado dos empréstimos bancários.

Vinculando-se o banco na Ação Judicial, é possível requerer a antecipação da tutela (liminar) para suspender de imediato os descontos mensais das parcelas dos empréstimos. O deferimento ou não da liminar, dependerá do entendimento do Juiz sobre o caso. Por isso, é extremamente importante que o advogado consiga convencer o Juiz que o cliente foi vítima de um verdadeiro golpe e que, a conduta do banco, foi essencial para o sucesso do golpista.

Outra forma para tentar recuperar o prejuízo é buscar bloquear bens e valores da empresa de fachada e dos seus sócios na Ação Judicial. Em muitos casos esses golpistas já são alvos de processos criminais com bens e valores bloqueados pela Justiça, podendo ser requerida a reserva de valores para o ressarcimento da vítima.

É importante que todas as vítimas registrem o Boletim de Ocorrências para provocar, o quanto antes, a atuação do Juízo Criminal a fim de efetivar o bloqueio de bens e valores dos golpistas e também para evitar que outras pessoas sejam vítimas.

Se você foi vítima de uma fraude financeira, não se desespere. Muitas pessoas já conseguiram recuperar o prejuízo.

Caso tenha alguma dúvida mande um WhatsApp para o Dr Flávio Tavares (21) 98605-5865, ou (32) 98874-0100, ou para o Dr Renato Passos (32) 99975-8658 ou FAÇA CONTATO AQUI